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quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Complementando...

Ainda sobre o assunto da peulá do último sábado, duas análises acerca da definição de Judaísmo:

"A distinção fundamental entre religião e etnia é estranha ao Judaísmo, que não se encaixa facilmente em critérios ocidentais convencionais, tais como religião, etnia e cultura. Grande parte dos 4.000 anos de Judaísmo são anteriores à ascensão da cultura ocidental e/ou ocorreram fora do Ocidente. Durante este tempo, os judeus vivenciaram escravidão, auto-governo anárquico e teocrático, conquista, ocupação e exílio; nas Diásporas, estiveram em contato e foram influenciados pelas culturas dos egípcios, babilônios, persas, gregos, assim como por movimentos modernos, como o Iluminismo e a ascensão do nacionalismo, que daria frutos através de um Estado Judeu no Levante. Também assistiram a uma elite inteira converter-se ao Judaísmo (os Cazares) e, posteriormente, os viram desaparecer quando o centro de poder das terras que dominavam cairam nas mãos de povos russos e mongóis. Desta maneira, o Judaísmo rompe todas as categorias de identidade, por não ser nacional, genealógico, nem religioso, mas todos ao mesmo tempo"

Daniel Boyarin

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"A religião e a tradição se confundem, e fazem parte de um mesmo todo. Não há religião judaica sem tradição judaica e vice-versa. Não há como separar uma coisa da outra. O judaísmo é um todo, composto de muitas facetas inter-relacionadas e misturadas que formam um verdadeiro mosaico ou, se quiser, um caleidoscópio que está sempre se reconstruindo e ganhando novas formas e cores, mas sem perder a sua identidade e essência!"

Uri Lam