quinta-feira, 26 de novembro de 2009

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Mais uma sugestão de livro...


"O Judaísmo Vivo", de Michael Asheri, é uma excelente opção tanto pra quem quer ler de uma vez e colocar-se em dia com os costumes, tradições e leis do Judaísmo como também para quem quer tê-lo em casa como fonte de consulta esporádica.

O livro explica de forma completa as divisões internas do Povo Judeu, os costumes de cada festa, o Ciclo da Vida no Judaísmo e a posição deste frente aos inúmeros dilemas do mundo moderno, como doação de órgãos, entre outros.

E o melhor de tudo: está disponível na biblioteca do Hillel!!!

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Leitura para o feriado: Divisões étnicas e correntes religiosas dentro do Judaísmo

O Povo Judeu, de maneira geral e simplificada, pode ser dividido de acordo com duas classificações: origem da família e corrente religiosa.

Do ponto de vista "étnico", é preciso retornar ao ano 70, quando da destruição do Segundo Templo, em Jerusalém, que consolidou o domínio romano sobre a região e disparou a Diáspora (dispersão) dos judeus pelo mundo. A partir dessa dispersão, pode-se fazer a primeira divisão, ainda que grosseira, do povo, entre os que viveram na Europa (da França à Rússia) , chamados de Ashkenazim, e os que habitaram os países em torno do Mar Mediterrâneo (Espanha, Portugal, Grécia, Turquia, Norte da África e Oriente Médio), chamados de Sefaradim ou Mizrachim.

Por razões óbvias, durante os primeiros 1500 anos de Diáspora, não se encontravam judeus na América, nem na Oceania. Em função disso, os judeus que hoje estão nesses continentes seguem os costumes de seus antepassados, sejam eles Ashkenazim ou Sefaradim/Mizrachim. Essas divisões refletem, em linhas gerais, apenas a forma com que os judeus de diversas partes do mundo se acostumaram a observar a religião e exercer o seu judaísmo. Poucas são as diferenças na essência do que praticam Ashkenazim e Sefaradim/Mizrachim, entretanto, as origens de cada parcela da população judaica explicam as diferentes correntes religiosas dentro do Judaísmo.

Até o século XIX, todos os judeus eram religiosos. Os Sefaradim/Mizrachim por viverem em países onde a religião nunca sofreu nenhum tipo de reforma, ainda que apresentassem os mais variados níveis de prática/observância, assim como os muçulmanos e católicos, que constituíam a maioria nos países em que viviam. Os Ashkenazim, por viveram praticamente isolados das sociedades européias nas quais estavam inseridos, nos shteitls, guetos, etc, com um razoável nível de auto-governo, segundo as leis judaicas.

No século XIX, após a emancipação dos judeus ashkenazim (principalmente franceses e alemães) criou-se um dilema entre a vida 100% judaica dos guetos e shteitls e inserção/assimilação nas sociedades pós-Iluminismo. A partir disso, deu-se a Reforma Judaica, no início de século XIX, na Alemanha. Quando muitas práticas e crenças judaicas foram adaptadas e criou-se e conceito de "judeu em casa, cidadão na rua". Chegou-se a afirmar que o Judaísmo era apenas uma religião e que os judeus eram estritamente alemães, franceses, etc. Nesse ponto, conseqüentemente, foi criado o termo "Judaísmo Ortodoxo", para se referir àqueles que optaram por não reformar suas práticas, mantendo-se da maneira como consideravam correta e tradicional. Os sefaradim/mizrachim não passaram por nada disso, uma vez que a maioria dos países em que se localizavam seguiam no era do pré-Iluminismo.

Na virada do século XIX pro XX, alguns judeus reformistas consideravam que a Reforma havia ido longe demais, que as diferenças entre o Judaísmo Reformista e o Judaísmo (agora chamado de) Ortodoxo criaram um abismo tão grande e resolveram criar um novo movimento, intermediário. Surgiu então o Judaísmo Conservador (esse nome pode soar sinônimo de ortodoxo, pelo peso da conotação social e econômica do termo, mas eles se consideravam conservadores em relação aos Reformistas e não aos Ortodoxos). De novo, os sefaradim/mizrachim não passaram por esses reflexões, afinal viviam em países que até o dia de hoje ainda não vivenciaram o Iluminismo, e dessa forma chegaram a Israel.

Atualmente, em muitos países, a comunidade judaica é composta tanto por Ashkenazim quanto por Sefaradim, sendo as comunidades da Diáspora compostas em sua maioria por Ashkenazim, com algumas grandes minorias de Sefaradim, e a população israelense divida virtualmente ao meio entre as duas comunidades.

Dessa forma, é possível afirmar que as comunidades judaicas da Diáspora, especialmente nos países de língua inglesa (Estados Unidos, Grã-Bretanha, Austrália, Canadá), mas também em outros países de população majoritariamente protestante ou laica (Alemanha, por exemplo), se dividem entre as correntes Ortodoxa, Reformista e Conservadora. Por outro lado, nas países de maioria islâmica ou católica (América Latina, inclusive), é possível afirmar que quase todas as sinagogas são ortodoxas, sejam elas de rito Ashkenazi ou Sefaradi, ainda que existam valorosos exemplos de grandes congregações reformistas e conservadoras.

Em Israel, pela origem Sefaradi/Mizrachi de metade da população e pelo posicionamento laico de grande parcela dos Ashkenazim que para lá emigraram, as correntes "intermediárias" não se fazem muito presentes. É possível dividir os judeus de Israel entre três grandes blocos (ignorando solenemente suas subdivisões internas, para fins de facilitar a compreensão): cerca de 20% se consideram religiosos ou ultra-ortodoxos, aproximadamente 30% declaram-se laicos, conectados ao Judaísmo por laços como família, tradição, cultura, idioma e nacionalismo. Entre estes extremos, está uma grande parcela Tradicionalista, baseada nessa idéia mais comum nos países de maioria católica e muçulmana, segundo a qual não é necessário posicionamento especifico quanto a correntes, e sim a prática religiosa, ainda que segundo os mais variados níveis de prática/observância.

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

mais dilemas

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Taglit Literário


"Exodus", de Leon Uris, é um bom livro para conhecer a história do Sionismo e da formação do Estado de Israel e acabou de ser re-lançado em edição de bolso custando menos de 20r$!

Sinopse

“Um retrato emocionante do tratamento desumano sofrido pelo povo judeu na Europa, do êxodo rumo à Palestina nos séculos XIX e XX e da fundação triunfante da nova Israel.”
The New York Times

“A história de um verdadeiro milagre: a volta dos judeus à sua terra natal após mais de dois mil anos de sofrimentos e perambulações pelo mundo.”
Leon Uris

Um dos maiores fenômenos literários do século XX, este romance épico descreve as atrocidades que os judeus sofreram na Europa e o êxodo desse povo em direção à Palestina em busca de um Estado próprio. Um sonho acalentado por milênios, concretizado depois de muita luta e sofrimento. O caminho seguido ilegalmente por milhares de pessoas resultou na fundação do Estado de Israel, pequeno oásis cercado de inimigos por todos os lados. Exodus é um retrato magnífico do nascimento de uma nação, uma história que conquistou os leitores de todo o mundo com sua trama emocionante e personagens realistas e cativantes.

Descendente de imigrantes poloneses, Leon Uris nasceu em Baltimore, no Estado norte-americano de Maryland, em 1924. Aos 17 anos alistou-se no Corpo de Fuzileiros Navais dos Estados Unidos quando seu país entrou na Segunda Guerra Mundial. Publicado em 1953, seu primeiro livro, Grito de guerra, foi inspirado nas experiências do autor durante o conflito mundial. Desde então, Uris passou a se dedicar integralmente à literatura. Exodus nasceu do grande interesse do autor por temas de forte conteúdo social. Lançado no final dos anos 1950, este livro é um fenômeno da literatura do século XX, com milhares de exemplares vendidos em todo o mundo.

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Dilemas

MILON - Pequeno Dicionário Hebraico

Algumas palavras usadas nas últimas peulot...

Knesset - כנסת - Literalmente: Assembléia. A Knesset é o parlamento israelense, composto de 120 membros eleitos democraticamente por todos os cidadãos do país, através de votos em listas partidárias, para mandatos de quatro anos.

HaKotel HaMaaraví - הכותל המערבי‎ - Literalmente: O Muro Ocidental. O Muro das Lamentações: a única parte restante do Templo de Jerusalém, localizado na Cidade Velha. Também chamado apenas de Kotel.

Aliá - עלייה - Literalmente: Ascenção. Nome dado à imigração dos judeus a Israel.

Olê - עולה - Literalmente: aquele que ascende. Imigrante. (Plural: Olim; Feminino: Olá; Pl. Fem.: Olot)

Chaiál - חייל - Soldado. (Plural: Chaialim; Feminino: Chaielet; Pl. Fem.: Chaialot)

Kashrut - כשרות - O conjunto das leis judaicas que regem a alimentação.

Kasher - כשר - Literalmente: apropriado. Um alimento preparado de acordo com a Kashrut.

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

terça-feira, 10 de novembro de 2009

A viagem do hillel

Complementando...

Medinat Israel - Estado de Israel - Dawlat Israil


Independência: 14 de maio de 1948

Capital: Jerusalém

Maiores cidades: Jerusalém (732 mil habitantes), Tel-Aviv (384 mil), Haifa (267 mil)

Regiões metropolitanas: Tel-Aviv (3,2 milhões de habitantes), Jerusalém (1 milhão), Haifa (1 milhão)

Área: 22 mil kilômetros quadrados
Fronteiras: Líbano e Síria ao norte, Jordânia a leste, Egito ao sul e o Mar Mediterrâneo a oeste, além dos Territórios Palestinos Ocupados (Cisjordânia e Faixa de Gaza)

População: 7,4 milhões de habitantes
Idioma oficial: Hebraico. Árabe utilizado oficialmente pela minoria árabe.
Analfabetismo: 2,9%
Tempo médio de estudos: 15 anos

Sistema de governo: Democracia parlamentarista
Presidente: Simon Peres
Primeiro-Ministro: Biniamin Netaniahu

Moeda: Shekel Chadash
PIB: US$ 201,4 bilhões
Crescimento do PIB: 4,3% (2008)
PIB per capita: US$ 28.300
Desemprego: 6,1%
População abaixo da linha da pobreza: 21,6% (a linha da pobreza israelense é US$7,30 por pessoa, por dia)

Linhas de telefone fixo: 2,9 milhões
Linhas de telefone celular: 8,9 milhões
Código de discagem internacional: +972
Código de internet: .il

Diferença de fuso horário em relação a Brasília: +6 horas no verão, +4 horas no inverno

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Complementando...

Depois de tanta informação sobre guerras, impérios, exílios e afins, essa animaçãozinha é bem útil pra refrescar a memória e entender com calma os diferentes governantes do Oriente Médio e da Terra de Israel ao longo dos milênios:

sexta-feira, 30 de outubro de 2009